quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A mim...

Quando o conheci
Todos me diziam:
"Ele não é para ti"
Porém eles não sabiam
O que sempre com ele senti.

Por vezes me foi difícil
Suportar uma tal dor
Que embora parecesse inútil
Provinha de um grande amor.

Desde sempre me foi dito
Que não era fácil amar
Mas eu como ser, não mito,
Sozinha não vou ficar.

Vários meses se passaram
E eu sozinha fiquei
Mais uma vez conseguiram
Levar o que eu venerei.

Agora olho para mim
E penso: Sim, cresci!
Mas teria de ser assim
Ficar tanta mágoa em mim.

Por isso digo a mim mesma,
Esquece o ... por agora.
Há tanta gente no mundo,
Que não vais ficar de fora.

Mas logo a solidão regressa
E tudo volta ao início.
É com tal força e pressa,
Que quase parece um vício.

É tão penoso esquecer
Quem interesse demonstrou.
Por muito bom senso haver
Quase sempre a dor ficou.

Talvez o mal disto tudo
Seja apenas a má sorte
De quem perdeu, sobretudo,
O dom de poder amar-te.

(Dez 1999)

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